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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"Os liberais não gostam do povo"

Por Joana Rozowykwiat, no site Vermelho:

Na última semana, economistas ligados ao PSDB escancararam os interesses por trás da tentativa de interromper o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Para o professor do Instituto de Economia da Unicamp, Marcio Pochmann, a agenda que os tucanos querem aplicar no Brasil, em caso de golpe, é antipovo e representa o desmonte do Estado brasileiro. “É o retorno a um país voltado para apenas dois quintos da população”, diz ao Vermelho.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Stieglitz: EUA são um obstáculo à igualdade na economia global

Da Agência Sputnik

Países desenvolvidos liderados pelos EUA fazem todo o possível para evitar que países em desenvolvimento formem uma nova arquitetura econômica global eficaz para todos, inclusive para os pobres, considera Joseph Stiglitz, laureado com o Nobel em economia.

Segundo o especialista, quando os Estados Unidos tentaram pôr obstáculos ao desenvolvimento do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), a administração de Barack Obama sofreu uma grande derrota.

O economista faz notar que o mundo se alterou muito desde o início do século: na altura dominavam os membros da G7, mas agora a maior economia é a China.

De acordo com Joseph Stiglitz, os Estados Unidos não apoiam os países em desenvolvimento: “Embora o país prometesse dar pelo menos 0,7% do seu PIB à assistência ao desenvolvimento, o Estado só destina 0,19%”.

sábado, 8 de agosto de 2015

A 'exceção' que se torna regra

Por Tarso Genro, no site Carta Maior:

O tema da “exceção” tem voltado, nas últimas décadas, de forma recorrente ao vocabulário jurídico e na teoria política, face a um fenômeno mundial, que é o centro da desestabilização das experiências democráticas mais recentes: as reformas “liberais” ou neoliberais - como se diz de forma ligeira - não podem ser aplicadas sem a suspensão da ordem jurídica democrática, que consagrou os direitos fundamentais e tornou, alguns deles, elementos da vida comum.

O estado gerado por decisões de “exceção” do poder político, não é uma situação “de fato”, nem uma “situação de direito”, mas é a instituição de uma relação diferente entre as duas situações. A sua propriedade mais contundente não é anular toda a ordem jurídica e política, mas mais propriamente definir espaços em que a legalidade plena pode vingar, segregando outros espaços onde ela deixa de incidir, como diz, com outras palavras, Giorgio Agambem.

domingo, 26 de julho de 2015

Euro, austeridade e decadência europeia

Por Emir Sader, na Revista do Brasil:

O momento de virada da Europa para sua rota de decadência pode ser localizada na impotência em impedir o surgimento do nazismo e do fascismo no seu seio e na incapacidade para derrotá-los. Teve de contar com a intervenção dos Estados Unidos e da União Soviética, o que consolidou seu processo de decadência, iniciada realmente com o fim da longa hegemonia britânica e na superação da Alemanha pelos Estados Unidos na disputa do lugar deixado vazio pela Grã-Bretanha.

O projeto da União Europeia aparecia como uma recuperação de protagonismo em escala mundial, pela multiplicação da força de cada um dos seus países. Foi um longo processo, conduzido pela Alemanha e pela França, indicando como a Grã-Bretanha não ocuparia lugar de primeira linha nesse processo. A longa aliança com os Estados Unidos, originada depois da própria guerra de independência norte-americana, não se deixou afetar pela unidade europeia, consolidando-se ao longo das últimas décadas como eixo da hegemonia norte-americana no mundo.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Grécia tem saída fora da rendição?

Por Breno Altman, em seu blog:

Guardadas as devidas e gigantescas proporções históricas, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, está diante de seu Brest-Litovsk.

Explico-me.

Quando a revolução socialista foi vitoriosa na Rússia, em outubro de 1917, o país estava mergulhado na primeira grande guerra, que havia destruído praticamente toda a infraestrutura e ceifado milhões de vidas.

Uma das grandes bandeiras de Lênin e seus companheiros, então, era a decretação unilateral da paz, associada a um chamamento para que os trabalhadores de toda a Europa se levantassem contras as burguesias de suas próprias nações.

sábado, 4 de julho de 2015

Solidariedade à Grécia, um país sob chantagem e ingerência

Por José Reinaldo Carvalho, no Portal Vermelho

Uma catástrofe se abateu sobre o povo grego, vítima de uma crise econômica, financeira e social que tem por causa as políticas neoliberais antipopulares da União Europeia e dos organismos financeiros internacionais, à frente dos quais está o famigerado Fundo Monetário Internacional (FMI), que já fez muitos estragos por aqui.

O país é vítima de inaudita chantagem, a tal ponto que um procedimento trivial numa ordem minimamente democrática – a consulta à população mediante plebiscito – torna-se alvo de anatematização por parte daqueles que se especializaram nas artes do intervencionismo e da agressão militar contra outras nações e povos, em nome da “democracia”.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Europa, EUA e o conto do livre comércio

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Se há um “conto do vigário” recorrente, no qual temos caído, sempre, historicamente, ele é o do “livre” comércio. A tradição de negociar com os de fora em condição de inferioridade, como se fosse tremenda vantagem, é uma marca cultural brasileira, que deve ter se inaugurado quando, na areia, contemplando as primeiras caravelas, os nativos destas terras entregaram aos portugueses confessáveis e inconfessáveis riquezas, em troca de espelhinhos e miçangas.

A presidente Dilma Roussef retornou, há poucos dias, da Cúpula entre a CELAC - Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe, e a União Europeia, realizada na semana passada, em Bruxelas.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Por que é preciso punir Atenas?

Por Roberto Savio, no site Outras Palavras:

Cinquenta anos de Guerra Fria e o fato de a chanceler Angela Merkel ter crescido na então Alemanha Oriental podem possivelmente explicar a curiosa influência política que os Estados Unidos exercem sobre a Europa.

Depois de uma reunião bilateral entre Merkel e o presidente estadunidense, Barack Obama, durante a cúpula do Grupo dos Sete (G-7) países mais ricos, na localidade alemã de Elmau, em 7 e 8 de junho, soube-se que houve uma solução de compromisso. A governante alemã aceitou que a União Europeia (UE) continue aplicando sanções à Rússia, o que induziu os demais países a segui-la. Em troca, Obama mudou a posição de Washington a respeito da ajuda econômica à Grécia.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Os juros sobem. O desemprego também!

Por Altamiro Borges, em seu Blog

Pela sexta vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros (Selic) em 0,5% – de 13,25% para 13,75% ao ano. A decisão ortodoxa, que terá forte impacto na geração de emprego e renda, foi tomada por unanimidade nesta quarta-feira (3). Com esta nova alta, os juros são os maiores desde dezembro de 2008. Os banqueiros e rentistas, como já era de se esperar, comemoraram a decisão, afirmando que ela é vital para derrotar o “fantasma da inflação”. Já as centrais sindicais e as entidades da indústria criticaram a sexta elevação da Selic, argumentando que a inflação não dá sinais de descontrole e que a elevação dos juros retrai o consumo e o crédito, reduz a produção e, como efeito inevitável, gera mais demissões.