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sexta-feira, 29 de maio de 2015

"Isso não é vida", diz operário no Catar

Por Deutsche Welle, na Carta Capital

Pouca coisa acontece nas ruas da periferia de Doha. De tempos em tempos, passa um caminhão ou um ônibus, levantando poeira. E logo a tranquilidade retorna ao bairro industrial da capital do Catar. Mais de meio milhão de pessoas vivem ali, ao lado de fábricas, galpões e unidades industriais. Há alojamentos de trabalhadores por todos os lados.

É neste lugar que moram os imigrantes que trabalham nas obras que remodelam o país para a Copa do Mundo de 2022. Essas pessoas vêm do Nepal, Bangladesh, Índia ou Filipinas. Apesar de ser uma área bastante povoada, ela tem uma aparência triste, neste país tão moderno e dinâmico. Edifícios cinzentos dominam a paisagem, cortada por ruas, em geral, não pavimentadas. Eles se encontram entre alojamentos de três e quatro andares – em grande parte, sem janelas. Não é um lugar atraente para trabalhar. Menos ainda para morar.

domingo, 15 de junho de 2014

Já tem Copa!

Garoto sul-africano "invade" o campo e é
aclamado pelos jogadores brasileiros.
Caio Botelho*

"A quem serve?", perguntava a mineira radicada na Bahia, Loreta Valadares¹, sempre que se via diante de uma situação difícil em meio à luta política. A quem serve esta ou aquela posição? Quem está do nosso lado e quem está no campo adversário?

Loreta, como boa revolucionária, sabia que as elites são capciosas e gostam de plantar armadilhas para a classe trabalhadora. Não poucas vezes disfarçam seus interesses escusos em palavras de ordem que, à primeira vista, podem parecer justas e comprometidas com um mundo melhor. Assim, muita gente boa cai no canto da sereia e acaba fazendo o jogo dos setores conservadores. É claro que também existem os que deturpam as bandeiras de luta do povo de forma consciente e oportunista - são as velhas correntes que sempre jogaram no campo da contrarrevolução e que devem ser desmascaradas.

Só que a história nos ensina que não existem atalhos para a construção de transformações mais profundas. O caminho a ser trilhado é longo, duro, cheio de desafios e mesmo de algumas derrotas pontuais. Mas necessário, sob pena de cairmos em desvios, muitas vezes sem ponto de retorno.

sábado, 11 de janeiro de 2014

CGU refuta comparação "descabida" sobre a Copa